terça-feira, 22 de junho de 2010

Doce ilusão...


Quinta – feira, 17 de junho de 2010
Sabe quando você espera muito por algo, conta os dias, as horas, os minutos e os segundos pra que aconteça?
Seria mais uma quinta – feira normal, se ele não dissesse que estaria lá...
20:00 horas, a hora marcada... 20:10... (os dez minutos mais longos da minha vida...) 20:30... 20:45... Meus amigos perguntavam porque eu olhava tanto as horas, porque eu olhava tanto em volta.... Acabei contando pra uma amiga, e ela disse: “Desista! Já são 21:00!”. Eu realmente deveria desistir, mas era mais forte que eu... Quando eu pensava que aquele seria o último dia, que as férias chegariam, que eu não fazia idéia de quando voltaria a vê-lo, eu ainda acreditava que ele aparecesse... Ele disse que ia.
Pensei em ligar pra saber se algo tinha acontecido, não liguei. Eu tinha que ser forte. 21:30...
Eu sabia que ia embora as 22:00 mas, mesmo assim esperei até o último minuto que ele aparecesse. Apesar de tudo, ele não faria isso, não me deixaria esperando sem avisar. Teria ligado, mandado uma mensagem... Eu queria me despedir. Repetir. Queria poder lembrar como algo bom... Ele não apareceu!
Todos perceberam minha cara no ônibus. Tudo que eu queria era encostar a cabeça no vidro e dormir. Ele não podia fazer isso. Foi ele quem se ofereceu pra ir... Eu não chamei... Queria que ele fosse, mas se ele não ia, por que disse que ia lá me ver?
Eu não entendia nada, eu sentia uma tristeza profunda... Eu sentia vontade de chorar e podia sentir meu rosto arder, mas eu não podia chorar.
Conversei com um amigo e com uma amiga, que acabaram me fazendo rir durante a viagem. Nessas horas você percebe o quanto é bom ter amigos.
Eu nem sei porque me importei tanto. Acho que foi mais por ele não ter avisado, por não ter feito o que disse, do que por ele não ter ido. É como se aquele “modelo perfeito” que criei dele acabasse e me desapontasse. Toda aquela coisa que construí em volta dele desmoronando...
Não fui dormir muito bem... Doía, doía muito. Acho que nesses dois anos nunca doeu tanto.

Sexta - feira, 18 de junho de 2010
Enfim, ele veio.
Explicou o que aconteceu, e como aquele era o último dia, mesmo não acreditando muito na desculpa (e achando que ele esqueceu), fingi que acreditei e aproveitei.
Depois de dois anos, chegamos ao fim dessa história confusa de Amor Platônico. (Platônico porque só eu queria. Platônico por ser quase impossível...) Só "acabaria" no final do ano, mas o curso dele vai mudar de campus agora no meio do ano... Não o encontrarei mais pelas escadas, nem pelos corredores... Talvez não volte a vê-lo nunca mais... Talvez a gente se encontre por aí... Talvez tanta coisa... Pra quem achou que nunca ficaria com o AP, três vezes são muitas vezes (hehe). E o bom é que poderei ficar com a lembrança boa de que ele veio. Teria sido triste se acabasse como pareceu que ia acabar. Posso dizer que valeu a pena. Esses dois anos de espera, de suspiros... valeram a pena.

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